Embu das Artes

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Passeio tradicional de paulistanos e turistas, Embu das Artes é boa opção de diversão pertinho  da capital

Há apenas 27 km de São Paulo fica uma cidadezinha de clima bucólico, com um pequeno centro histórico, charmosas ruas de paralelipípedo, mas que aos finais de semana se transforma. O clima sossegado dá lugar a uma multidão de 20 mil visitantes, que vem passear na cidade. Esta é Embu das Artes, que adotou este nome por causa famosa feira de artes, que existe há 42 anos, e é programa tradicional de paulistanos e turistas brasileiros e estrangeiros. Eles se misturam-se nas sinuosas ruas e praças, num burburinho em meio a coloridas peças de artesanato, tapetes, vidraçaria, vime, móveis, bijuterias, cestarias, pinturas e outras formas de arte.

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Apesar de ter a feira como atração mais famosa, Embu das Artes tem outras lugares que fazem da cidadezinha o destino certo para quem deseja sair da correria de megalópole de São Paulo e entrar no clima do interior, com seu casario típico e pontos históricos.

Lojas e galerias

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Quem vem de carro, pode deixá-lo em um dos estacionamentos próximos, mas prepare o bolso, pois os preços costumam ser caros. Quem preferir pagar mais barato, pode parar um pouco antes e ir a pé até o centro histórico onde os carros não circulam ou deixar o veículo nas ruas próximas.

Para quem deseja se aprofundar na história do Embu das Artes, pode visitar o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas, que inclui a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Possui um acervo rico em arte barroca entalhados em madeiras, peças de terracota e armações de roca, produzidos entre os séculos 17 e 19. Outro ponto turístico tradicional, principalmente para turistas estrangeiros, é o Museu do Índio. Fundado pelo artista plástico e pesquisadora da cultura indígena e escritor Walde-Mar Andrade e Silva, o local abriga peças ligadas aos costumes, hábitos alimentares, arte, crença e rituais dos índios.

Museu do Índio

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Mas o grande atrativo de Embu das Artes continua sendo as compras, principalmente de móveis rústicos, artes e antiguidades, artesanato e decoração. A oferta é farta e variada – há peças valiosas e originais, mas também há quinquilharias e peças de valor duvidoso. A feira, que conta com 540 expositores, é uma pequena amostra do artesanato brasileiro, há desde peças de pedra-sabão de Minas Gerais, como objetos típicos do nordeste. Como a cidade lota aos domingos, o ideal para quem quer comprar e pesquisar com calma é ir durante a semana ou aos sábados. As lojas funcionam normalmente de segunda a sexta e aos sábados, o número de barracas é menor, mas o número de visitantes também diminui. As principais lojas de móveis rústicos e de vime se encontram na avenida Elias Yazbek, que funcionam diariamente.

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Se você quiser só passear e desfrutar do cenário cheio de cores, cheiros e gente, domingo é o melhor dia. Vários bares e restaurantes oferecem música ao vivo, muitos deles tocando ao ar livre e em dias ensolarados, as mesas lotam. Artistas de rua como as estátuas vivas provocam curiosidade e admiração, principalmente nas crianças.

ImagemDesenhistas fazem retratos na hora,  músicos bolivianos apresentam sua típica música dos Andes, barracas que vendem desde tapiocas, acarajés, até crepes e empanadas, e tem uma rua só para barracas de plantas. Outra boa opção de compra são as compotas e cachaças, o Empório Santo Antônio tem 250 rótulos de cachaças de todo o Brasil e vários tipos de doces caseiros, mel, geleias e ainda oferece degustações. Para quem prefere comer em restaurante em em Embu das Artes em vez de comprar em barracas, há os mais populares como os restaurantes por quilo até culinária internacional, como é o caso do O Garimpo, que oferece pratos alemães e baianos, além de música ao vivo, o Bar Buenos Aires, com receitas argentinas, e o Empório São Pedro e o Pé da Serra, de culinária variada.

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Estátua viva

Outras atrações

 Para quem quiser esticar o passeio e estiver com crianças pequenas, uma boa pedida é a Cidade das Abelhas, que conta com uma réplica gigante de uma colmeia, museu apícola, casa do apicultor e atrações para divertir as crianças como o arvorismo, tobogã e pula-pula.

Cidade das Abelhas

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O Memorial Sakai, em Embu das Artes, reúne o acervo de Tadakiyo Sakay, artista que fazia esculturas em terracota. Inaugurado em 2003,  o museu conta com 20 peças, 13 delas representam a Via Crucís, três touros, três índias, um baixo relevo da Festa de Santa Cruz e um São Francisco. Também oferece cursos e oficinas artísticas durante a semana.

Memorial Sakai

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Outro passeio interessante para curtir a natureza e fazer caminhadas é o Parque do Lago Francisco Rizzo, no km 282 da Regis Bittencourt. A grande atração é o lago de 56 mil m2 com várias espécies de peixes. O espaço também conta com pista de cooper, brinquedoteca, biblioteca e viveiro de mudas de plantas e árvores. Talvez um dia seja pouco para aproveitar todas as atrações, então você sempre terá um pretexto para voltar.

Parque do Lago Francisco Rizzo

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Parque do Lago Francisco Rizzo

Fotos cedidas por Lourival Guego – Prefeitura do Embu

Mais informações: http://www.embu.sp.gov.br/portaldeturismo/

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